segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Distúrbio de Aprendizagem

1 DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM
1.1 - NOÇÕES PRELIMINARES, O QUE DISLEXIA?

A palavra dislexia foi o primeiro termo genérico utilizado para designar vários problemas de aprendizagem. Cada um em seu tempo, isto com intenção de descrever as diferenças entre os transtornos de aprendizagem, esses problemas foram subdivididos e classificados. Por essa razão podemos chamar a dislexia de “A Mãe dos Transtornos de aprendizagem”. A dislexia foi o primeiro distúrbio de aprendizagem a surgir estudos.
A dislexia é uma palavra estranha, mas o problema é mais comum do que a gente imagina: é um distúrbio que atinge cerca de 10% da população. Durante a fase escolar muitas crianças descobrem que sofrem de dislexia, o diagnostico é por volta dos 6 a 9 anos da pré-escola a 3ª série do ensino fundamental. Para a Psicóloga Mônica Biachini


O distúrbio é hereditário, e que não é uma doença. “A dislexia é uma disfunção neurológica: a informação faz um caminho mais longo e demora um pouco mais para ser processada” explica a (ABD). A associação estima que 10% da população brasileira sofre de dislexia, e o importante, nestes casos é fazer o diagnostico precoce.3

A partir do exposto, depreende-se que a disfunção neurológica segundo Biachini (2007) é distúrbio hereditário e que não pode ser vista como uma doença.
Para abordar o tema “Retardo na aquisição da linguagem” é importante que se conheça o desenvolvimento normal dessa função da maior importância, que distingue a espécie humana. A linguagem é a capacidade da espécie humana de se comunicar através de um códico simbólico adquirido, que permite transmitir seus pensamentos idéias e emoções. São distinguidos três tipos de linguagens, falada, escrita e gestual.
Continua ROTTA (2003), dizendo que a criança no primeiro trimestre observa-se que os sons emitidos são sempre vogais. E que em torno dos seis meses surgem as consoantes formando palavras de sílabas repetidas “mamamama” ainda sem significado. Aos oito meses, inicia com palavras, frase de sílaba não repetida “aga” “pato”. Aos dezoito meses usa duas palavras na frase “dá mamãe”, aos dois fala corretamente com dislalias por troca, por supressão, e muitas vezes a criança tem sua própria linguagem. Aos três anos só permanece dislalias por supressão, a dislalia é uma dificuldade em articular as palavras que também é um distúrbio na fala que a criança ao aprender falar possuir dificuldade em articular corretamente as palavras por isso expressa faltando letras, e aos quatro anos deve falar corretamente. Segundo PIAGET, “a linguagem é a expressão mais diferenciada e especializada de uma função complexa que é a atividade simbólica”.4 A aquisição da linguagem passa pelos períodos pré - lingüístico e lingüístico.No período pré-linguistico, observa-se à fase pré-verbal que se caracteriza por uma expressão buco fonatória com valor somente comunicativo e que se estende até em torno dos oito anos de idade.
No período lingüístico podemos distinguir o período locutório em que a criança usa as mesmas palavras para a mesma situação Ex.: papá, para papai e comida. Isso vai dos nove aos dezoito meses. A esta fase se segue pré-discursiva dos elementos que se inicia em torno dos dois anos e estende até os doze anos. Cria-se nesse aspecto uma metáfora para tentar explicar essa perda de funcionalidade cerebral.

Imagine que os genes controlam, não é uma fábrica mandando peças para o mundo, mas a oficina de uma companhia teatral de poucos recursos para a qual vários cenários, adereços e materiais retornam periodicamente a fim de serem desmanchados e remontados para a próxima produção. A qualquer hora, diferentes engenhocas podem ser produzidas na oficina, dependendo da necessidade do momento. A ilustração biológica mais óbvia e a metamorfose. [...] Mesmos nos humanos, o reflexo de sucção desaparece, os dentes nascem duas vezes e uma coleção de características sexuais secundárias emergem dentro de um cronograma maturacional, agora complete a mudança de ponto de vista. Pense na metamorfose e nas mudanças maturacionais não como exceção mas como regra.os genes, moldados pela seleção natural, controlam corpos ao longo de toda a vida; seus propósitos perduram enquanto forem úteis, nem antes nem depois. A razão para termos braços aos setenta anos não é o fato de eles estarem ali desde o nascimento, mas porque braços são tão úteis para um sexagenário quanto o são.
para um bebê5


Seguindo essa linha de raciocínio não devemos perguntar “porque a capacidade de aprender desaparece”, mas “quando a capacidade de aprender é necessária”.
A capacidade de aprender é dada a todos, basta quem estiver por perto desta criança incentivá-la para que possa despertar interesse em aprender algo, ao ser despertada para o saber terá curiosidade pelo que está ao seu lado. Embora todos tenham essa capacidade de aprender, alguns terão menos facilidade outros mais dificuldade. Mas o raciocínio é quem vai dizer quem é este aprendiz. Na escola é papel do professor despertar interesse ao aluno, para que este seja participativo nas atividades escolar, para os alunos que têm alguma dificuldade no aprendizado, este ficará entusiasmado e motivará para estudar e superar as dificuldades. É importante saberem que o fato de terem um problema com leitura, escrita, ortografia ou matemática não significa que seja burros ou idiotas. A mesma função mental que produz um gênio pode também produzir esses com estas dificuldades.

Assim, a aquisição lingüística deve ser como as outras funções biológicas. A inépcia lingüística de turistas e estudantes talvez sejam o preço a pagar pela generalidade lingüística que demonstramos quando bebês, assim como decrepitude da idade é o preço pelo vigor da juventude.6



A aquisição da linguagem está vinculada a etapas interdependentes, como se seguem :
Sensação: capacidade de sentir o som;
Percepção: capacidade de reconhecer o som;
Elaboração: capacidade de reflexão sobre os sons percebidos;
Programação (ou organização das respostas e articulação), emissão sonora a partir da fala.
A investigação passa por uma história completa que avalia o desenvolvimento da criança como um todo, os desvios de desenvolvimento centrados na maneira como os adultos se comunicam com a criança, na possibilidade de problemas do grupo familiar que podem interferir na comunicação da criança na presença de história familiar, de retardo na aquisição da fala, no desempenho auditivo, visual, motor cognitivo e afetivo da criança.
Quando existe qualquer suspeita a avaliação neurológica ou psicológica, dependendo da situação impõe assim que o diagnostico é multidisciplinar o manejo terapêutico, pois na maioria das vezes é necessário acompanhamento fonoaudiólogo algumas vezes psicológico associado.
O diagnóstico precoce das dificuldades da linguagem falada pode prevenir ou atenuar os distúrbios futuros da linguagem escrita. É por isso que, quando é diagnosticada já em fase de alfabetização, a criança terá o desenvolvimento melhor superando as dificuldades, mas se não tiver o acompanhamento adequando este terá um grande obstáculo em sua vida.
Os pais, professores e profissionais de forma geral deverão ficar atentos aos seus filhos, alunos, se perceberem alguma dificuldade na aprendizagem da criança devem procurar logo um especialista para diagnosticar o problema, e assim, esta criança superar toda essa dificuldade, em sua vida estudantil uma vez que bem trabalhada o aluno terá bom rendimento em seus estudos caso contrário ficará a margem do aprendizado, sendo mais um evasado da escola. Sua auto-estima muito baixa. É papel da escola contribuir com a criança uma vez que os pais não têm conhecimento necessário para ajudar seus filhos. Zorzi (2003) ressalta que:

Muitas crianças chegam como “portadoras de deficiências de aprendizagem” ou como “carenciadas culturais” que necessitam de “estimulação” de habilidades que são consideradas como “pré-requisitos.” Podemos afirmar que, em sua grande maioria, essas crianças, longe de apresentar distúrbios de aprendizagem, ou de serem carentes culturais, estão sofrendo as conseqüências de políticas econômicas, sociais e educacionais que as impedem de ter acesso a certos bens culturais, dentre eles a escrita. Para nós, profissionais envolvidos com o desenvolvimento infantil com a aprendizagem, é fundamental termos condições de diferenciar os reais distúrbios da aprendizagem, da falta de oportunidades em aprender.7


Em seu artigo, Zorzi (2003) afirma que muitas crianças são marginalizadas em conseqüências do sistema econômico mal administrado levando as crianças a padecerem em seu aprendizado que implicará em conseqüências graves futuramente. Sendo assim, podemos afirmar que a avaliação diagnóstica consiste em submeter às crianças uma série de provas que reúnem todas as capacidades, habilidades e aptidões necessárias à aprendizagem.
Os professores, de maneira geral, ainda não estão preparados para lidar com estes alunos, que abandonam a sala de aula por ser motivo de críticas dos colegas e ainda porque os professores não têm metodologia adequada para trabalhar com estes alunos e eles são tidos como o “palhaço”, o “bobinho” que não sabe de nada.
E ainda mais é possível dizer que


O primeiro mês de aula, conhecido como período preparatório, deve ser reservado para essas provas de avaliação. Esse período de sondagem das capacidades da clientela que vai iniciar o curso está sendo proposto em substituição ao treino psicomotor que é feito nesse primeiro mês. De acordo com as características individuais dos alunos, o professor poderá definir os tipos de testes de prontidão a que eles deverão ser submetidos para atingir um bom nível inicial de aprendizagem. Assim, estará evitando futuros distúrbios de aprendizagem.8


Para Drouet (2006) o professor tem o primeiro mês de aula para conhecer o aluno e saber qual método poderá usar para obter um bom desempenho em suas aulas e o portador de algum distúrbio não sofra tanto. “O professor de primeiro grau não tem a formação necessária para diagnosticar graves distúrbios de aprendizagem. Através da observação, ele poderá detectar diferenças ou falhas nos desempenhos de seus alunos”. 9
Devido à falta de formação do professor na graduação, ele ainda não está preparado para detectar estes problemas, uma vez que nenhum curso de graduação capacita profissionais, deixando estes saírem despreparados para enfrentarem os desafios que a escola vai receber, pois a população está crescendo e alunos com distúrbios de aprendizagem também cresce; por isso, os professores devem se especializar para que o aluno não sofra tanta discriminação na vida escolar, uma vez que este ainda não recebeu um acompanhamento adequado para superar esta dificuldade. À medida que o tempo passa, a população vem a ter informação acerca dos distúrbios de aprendizagem para que novos estudos possam ser desenvolvidos a respeito do tema para contribuir com a comunidade acadêmica.

Um dos fatores que pode afetar como as crianças desenvolvem a linguagem, é a memória e a inteligência. À medida que as crianças aplicam a sua inteligência para resolver problemas tanto em casa como na pré-escola ou no jardim de infância, as diferenças individuais tornam-se mais evidentes e mais avaliáveis10



A criança deve ter incentivo tanto dos pais como dos professores para desenvolver suas habilidades na leitura e escrita, sempre que uma criança errar nunca critique e quando acertar dê presente para que se motive mais e mais.

Uma forma de avaliação através de testes desenvolvidos na rua, que tem vindo a tornar-se influente nos Estados Unidos, baseia-se na teoria sociocultural do desenvolvimento cognitivo de Vygotsky , as crianças aprendem através da internalização dos resultados das suas interações com adultos. Os adultos dirigem mais eficazmente a aprendizagem das crianças na zona de desenvolvimento proximal (ZDP), isto é, tendo em vista as tarefas que as crianças estão quase capazes de conseguir realizar por elas próprias.11
O meio onde vivemos é responsável pelo conhecimento adquirido, pois através deste uma criança poderá desenvolver cognitivamente suas atividades, pois todo ser humano é capaz de realizar tarefas por si próprias. O desenvolvimento cognitivo do indivíduo desenvolve-se ao longo da vida através de diferentes fases que envolvem diversos processos mentais, um deles é o processo de formação de conceitos que tem início na infância e amadurece e se configura somente na adolescência. Durante a infância, a criança adquire capacidades de conceituação que constitui o início desse processo. A formação de conceitos envolve todas as funções mentais superiores e é um processo mediado por signos. Estes constituem o meio para sua aquisição. Isto é, no que se refere à formação de conceitos, o mediador é a palavra, ela é o meio para centrar ativamente a atenção, abstrair determinados traços, sintetizá-los e simbolizá-los por meio de algum signo. Veja como ressalta Foulin acerca das funções mentais:

O desenvolvimento das funções mental superiores a memória, a linguagem e, por excelência, a consciência não seria possível senão pela manipulação dos sistemas simbólicos (ou semióticos): a linguagem, escrita, os números... verdadeiros instrumentos de construção psicológica, o sistema de signos desempenharia no tratamento do conhecimento um papel análogo àquele dos instrumentos técnico na manipulação do mundo físico. Na perspectiva vygtskyana , a aprendizagem dos sistemas de signos é fundamental na medida em que eles tornam possível uma série de controles: sobre outrem, sobre o comportamento e sobre o pensamento. 12

Segundo o autor, os símbolos estão internalizados no pensamento, e com novos conhecimentos isto vai desenvolvendo; um símbolo é responsável pelo outro. Na medida que os símbolos vão desenvolvendo, a criança também se desenvolve mostrando seus conhecimentos psicológicos e conhecimento de mundo que traz em seu pensamento.
São as atividades feitas sob a tutela do adulto que, em primeiro lugar, permite as aprendizagens. O indivíduo progride por apropriação da cultura nas inter-relações. Todo individuo depende do meio em que interage, pois é através da interação que a criança começa a desenvolver suas habilidades lingüísticas.
A criança traz consigo seus conhecimentos prévios adquiridos com seus pais e familiares é papel do educador, educandário e profissionais perpetuar estes conhecimentos para que ela possa desenrolar em sua vida estudantil. Cada um possui suas habilidades básicas para o aprendizado, por isso é necessário muito incentivo para desenvolvê-las.
A condição de aprendizagem é dado a todos, mas cada um desenvolve da sua maneira uns tem facilidade em aprender outros não, ler e escrever talvez seja o fator mais importante na vida das pessoas e que muitos possuem dificuldades no processo da leitura e escrita, pois em todas as áreas é fundamental saber ler, escrever e interpretar, como todo ser humano tem suas habilidades cada um desenvolve do seu jeito. Veja conforme menciona Zorzi, sobre a aprendizagem:

A aprendizagem da leitura e da escrita corresponde a um dos fatores básicos para a garantia do desenvolvimento escolar, uma vez é sobre tal capacidade que se assentará o futuro desenvolvimento. As alterações no processo de aquisição da escrita podem privar a criança de ter acesso a uma série de conhecimentos e, conseqüentemente, dificultar sua evolução escolar, o que acaba por causar danos evidentes tanto no plano efetivo quanto social.13


A aprendizagem é fator importantíssimo para todos os alunos uma vez que se não houver aprendizado não terá interação ensino-aprendizagem, a aquisição da leitura e escrita é uma evolução na vida das crianças em fase de alfabetização.
Como se vê, é notório dizer que algumas razões mais freqüentes, da na aprendizagem que dizem respeito a déficits visuais ou auditivos, a um domínio menos desenvolvido de fala e linguagem, no campo da aprendizagem acarreta problemas gerais de saúde, à imaturidade, a fatores emocionais, familiares e sociais. É interessante família e escola atenuarem-se para tais problemas.
Sabe-se que o atraso na fala pode ser precursor da dislexia, quando a criança chega à idade escolar, o que muita gente não sabe, mas existe um distúrbio de linguagem, chamado "dislexia", que dificulta o aprendizado das crianças. Segundo dados da Associação Brasileira de Dislexia, que cuida desse assunto, cerca de 10% dos alunos da rede de ensino no Brasil têm esse probleminha, que tira muitas crianças da escola.

1.2 – DISLEXIA: CONCEITUAÇÃO
1.2.1 – O QUE É DISLEXIA
Dislexia é um distúrbio de linguagem, especialmente dos sons da fala, que prejudicam a leitura e a escrita. As pessoas que a têm, já nascem com distúrbio (é genético). A dislexia geralmente aparece, quando a criança está sendo alfabetizada. É causada por alterações nas áreas do cérebro, responsáveis pelos sons da linguagem, e do sistema que transforma o som em escrita. Conte sobre a dislexia a seus pais. Diga a eles que fiquem atentos. Crianças que demoram a falar ou que falam trocando os sons das letras podem ter dificuldade de alfabetização (de aprender a ler e escrever). Mas sem susto. Há tratamento eficiente. É só procurar um especialista para acompanhar o disléxico.A dislexia persiste apesar da boa escolaridade. É necessário que pais, professores e educadores estejam cientes de que um alto número de crianças sofre de dislexia. Caso contrário, eles confundirão dislexia com preguiça ou má disciplina. É normal que crianças disléxicas expressem sua frustração por meio de mal-comportamento dentro e fora da sala de aula. Portanto, pais e educadores devem saber identificar os sinais que indicam que uma criança é disléxica - e não preguiçosa, pouco inteligente ou mal-comportada.
Veja o que ressalta Shaywitz (2006)

De novembro de 1996, há cem anos, em novembro de 1896, um médico de Sussex , Inglaterra, publicou a primeira descrição do distúrbio de aprendizagem que viria a ser conhecido com dislexia desenvolvimental. Em 1996, assim como em 1896, a capacidade para ler é tomada como “sinal” de inteligência, motivando e escolarização, ele ou ela irá aprender a ler. Mas a experiência de milhões de disléxicos demostrou que aquela suposição é falsa. Na dislexia a aparentemente invariável relação entre inteligência e capacidade para não ler se aplica.14



Para a autora, a dislexia foi descoberta a mais de um século e até hoje surgem discussões acerca do assunto. O que realmente a dislexia afeta, é a leitura ou a escrita? Ou os dois isso é, motivo de dúvidas para todos que não têm conhecimento do distúrbio de aprendizagem. A falta de conhecimento nos educadores contribui para que os alunos disléxicos acabem por abandonar a escola. A dislexia é uma dificuldade que se bem trabalhada pode ser superada e o disléxico terá uma vida normal com apenas uma dificuldade em determinada área. A dificuldade de conhecimento e de definição do que é dislexia faz com que se tenha criado um mundo tão diversificado de informações, que confunde e desinforma e causa ainda ignorada evasão escolar em nosso país, e uma das causas do chamado "analfabetismo funcional" que, por permanecer envolta no desconhecimento, na desinformação ou na informação imprecisa, não é considerada como desencadeante de insucessos no aprendizado.
Murahhovschi discorre sobre o conceito de dislexia, afirma que é:

Defeito do processo fonológico de decodificar as palavras. Ocorre uma falha no reconhecimento e processamento dos fonemas. Freqüentemente é familiar. Pré-escolar atraso na aquisição da linguagem, dificuldade para aprender os nomes das letras e cores, troca na seqüência das silabas (“aminais” em vez de “animais”); crises de birras agressivas. Diagnostico de certeza no fim do segundo grau, quando criança passa de “aprendera a ler” para “ler para aprender”. Dificuldade na soletração e linguagem escrita.15


Portanto, dislexia refere-se à inabilidade ou dificuldades para o aprendizado da leitura escrita em razão de alguma causa desconhecida ou indeterminada.
Pode-se dizer que a IDA (Interanational Dyslexia Association), é a mãe de todas as associações que existe, pois é através dela que surgiram várias entidades para contribuir com os disléxicos que como a própria citou a dificuldade que estes têm.
A IDA define a dislexia como “uma dificuldade que ocorre no processo de leitura e escrita soletração e ortografia. Não é uma doença, mas um distúrbio (perturbação física ou psíquica)”.16
Como todos os estudiosos da dislexia afirma ela é apenas um distúrbio e nunca deve ser tratada como uma doença. Como afirma Zorzi (2006) enquanto os profissionais tratar a dislexia como uma doença os portadores do distúrbio vai continuar sofrendo muito pela má informação das pessoas. Veja o que Drouet (2006) ressalta acerca da dislexia:

A dislexia específica ou dislexia evolução é um conjunto de sintomas reveladores de uma disfunção parietal, pois (o lobo do cérebro, onde fica o centro nervoso da escrita) geralmente hereditária, ou às vezes adquirida, que afeta a aprendizagem da leitura num contínuo que se estende do leve sintoma ao sintoma grave. A dislexia é freqüentemente acompanhada de transtornos na aprendizagem da escrita, ortografia, gramática e redação. A dislexia afeta os meninos em uma proporção maior do que as meninas. 17


De acordo com a (ABD) Associação Brasileira de Dislexia, a definição vem do grego e do latim: DIS, de distúrbio, vem do latim, e LEXIA, do grego, significa linguagem. Ou seja, dislexia é uma disfunção neurológica que apresenta como conseqüência, dificuldades na leitura e escrita. A Fonoaudióloga Suely de Miranda Gomes, também especialista em voz, define a dislexia como dificuldade específica em voz, define dislexia como dificuldade específica que afeta a aprendizagem da decodificação do sistema verbal escrito, classificando entre as patologias de linguagem, mais especificamente de linguagem escrita.
Segundo a Drª Graciete Serrano, licenciada em psicologia clínica pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da universidade de Lisboa, pós – graduada em neuropsicológica e autora do livro Dislexia uma nova abordagem terapêutica.Onde publicou os resultados de seu trabalho de investigação com crianças disléxicas, que corresponde, simplesmente, a uma perturbação na capacidade de leitura e escrita.
Este termo, Dislexia, é aplicável, segundo a Drª Graciete, a uma situação na qual a criança é incapaz de ler com a mesma facilidade com que lêem as crianças do mesmo grupo etário, apesar de possuirem uma inteligência normal, saúde e órgãos sensoriais intactos, liberdade emocional, motivação e incentivos normais, bem como instruções adequadas.
Segundo estudiosos do distúrbio, a “Dislexia” apresenta muitas vezes como uma disgrafia, confunde, omite ou inverte as letras, apresentando um texto defeituoso. “Muitos disléxicos não conseguem seguir as linhas”, os textos carecem de pontuação ou quando é feita, é colocada de forma anárquica. “A sintaxe é defeituosa e há uma má compreensão das funções dos vários elementos da frase (sujeito, predicado, e complemento)”. (SHAYWITZ, 2006).
O portador do distúrbio é freqüentemente alvo de piadas por parte dos colegas, por não desenvolver habilidades na leitura e escrita. Muitas das vezes é isolado, não tem atenção dos colegas e professores, começa a repetir ano e perder cada vez mais o interesse pelos estudos e pode transformar num elemento extremamente agressivo, desencadeando processos de habilidades e fuga.“As explicações para a dislexia elaborada no começo dos anos 1920 e que continuaram até hoje, há bem pouco tempo, sustentam que os efeitos no sistema visual eram responsáveis pelas inversões de letras e palavras que caracterizam a dislexia”.18 Antigamente, a dislexia era apresentada como cegueira da palavra, hoje muitos especialistas trabalham na hipótese de existir a dislexia visual, ou seja, é a dificuldade no nível do “sistema de análise visual”. E atinge muitas crianças na idade escolar dificultando a alfabetização delas, a dislexia é um distúrbio de aprendizagem que mais atinge os alunos com dificuldade de aprendizagem e pouco é diagnosticado em tempo certo, deixando os portadores à margem da sociedade uma vez não trabalhada eles sofreram ao longo de sua vida, se for diagnosticado terá uma vida normal, pois o disléxico tem apenas dificuldade e pode ser superada com ajuda dos profissionais.

O treinamento ocular era em geral prescrito para suplantar esses alegados defeitos visuais, a pesquisa subseqüente demonstrou, contudo, que, contrariamente a um mito popular, as crianças com dislexia não estão automaticamente inclinadas a ver as letras de trás para frente, mas que o déficit responsável pelo distúrbio está no sistema lingüístico.19


Os leitores com deficiência de fato têm dificuldades significativas, em nomear as letras, por isso é normal que o disléxico faz algumas trocas de letras, tais como: trocar o “B” pelo “D” o problema é de natureza lingüística e não visual. O disléxico sempre será disléxico esse processo de troca poderá prolongar por toda a vida acadêmica. Observa-se que a dislexia representa uma dificuldade especifica em relação à leitura e não na capacidade de pensar, pois este é capaz de desenvolver intelectualmente em outras áreas.

Ter dislexia não faz de cada disléxico um gênio, mas é bom para a auto-estima de todos os disléxicos saberem que suas mentes funcionam exatamente do mesmo modo que as mentes de grandes gênios. Também é importante saberem de que o fato de terem um problema com leitura, escrita, ortografia ou matemática não significa que sejam burros ou idiotas. A mesma função mental que produz um gênio pode também produzir esses problemas20


A complexidade do entendimento do ser humano: de quem somos; do que é Memória e Pensamento - Pensamento e Linguagem; de como aprendemos e do porquê, podemos encontrar facilidades até geniais, mescladas de dificuldades até básicas em nosso processo individual de aprendizado. O maior problema para assimilarmos esta realidade está no conceito arcaico de que: "quem é bom, é bom em tudo”.
A complexidade do entendimento do que é Dislexia, está diretamente vinculada ao entendimento do ser humano: do porquê inteligente, tem que saber tudo e ser habilidosa em tudo o que faz. Posição equivocada que Howard Gardner aprofundou com excepcional maestria, em suas pesquisas e estudos registrados, especialmente, em sua obra Inteligências Múltiplas. Insight que ele transformou em pesquisa cientificamente comprovada, que o alçou à posição de um dos maiores educadores de todos os tempos, isto nos mostra que o ser humano nasceu preparado para ter suas habilidades e o disléxico não é diferente.Ele possui apenas um distúrbio de aprendizagem na leitura e escrita. Em contrapartida, possui facilidades em outras áreas; por isso, o disléxico não pode ser tratado de maneira diferente, sendo taxado de preguiçoso ou desinteressado. É papel do professor avaliar o interesse do aluno, para que estes não sejam confundidos. Jardini diz que:

Alterações resultantes de limitações sensoriais discretas ou anomalias na organização dinâmica dos circuitos cerebrais responsáveis pela coordenação vísuo-audio-motora. Os indivíduos específicos, não se tratando, portanto de uma patologia e sim de um modo diferente de pensar, não uma incapacidade”.21

A evolução progressiva de entendimento do que é Dislexia, resultante do trabalho cooperativo de mentes brilhantes que se têm doado em persistentes estudos, tem marcadores claros do progresso que vem sendo conquistado. Durante esse longo período de pesquisas que transcende gerações, o desencontro de opiniões sobre o que é Dislexia redundou em mais de cem nomes para designar essas específicas dificuldades de aprendizado, e em cerca de 40 definições, sem que nenhuma delas tenha sido universalmente aceita. Recentemente, porém, no entrelaçamento de descobertas realizadas por diferentes áreas relacionadas aos campos da Educação e da Saúde, foram surgindo respostas importantes e conclusivas.
Hoje, os mais abrangentes e sérios estudos a respeito desse assunto, registram 20% da população americana como disléxica, com a observação adicional: segundo a Associação Brasileira de Dislexia (ABD) "existem muitos disléxicos não diagnosticados em nosso país". Para sublinhar, de cada 10 alunos em sala de aula, dois são disléxicos, com algum grau significativo de dificuldades. Graus leves, embora importantes, não costumam sequer ser considerados. Segundo os estudiosos do assunto todos tratam a dislexia como um distúrbio de aprendizagem e não como uma doença patológica, assim como a população desinformada trata os disléxicos como alvos das críticas, em sala de aula, o que os levam os alunos a serem evasados.
1.3– CAUSAS E CONSEQÜÊNCIAS DA DISLEXIA
A falta de informação dos profissionais causa ao disléxico falta de interesse pelos estudos, muitas vezes até evasão. Pois, o disléxico deve ser tratado com muito carinho para que ele posar ser incentivado no processo de aprendizagem. Sendo assim, nunca se deve criticar quando um disléxico cometer um erro, deve motiva-lo a sempre tentar acertar, uma vez criticado ele vai ficar com vergonha e não terá, coragem de tentar novamente. O papel do educador é despertar no aluno o interesse pelo saber. Se isso não acontecer, este aluno não desenvolve sua criatividade e capacidade para construir sua própria história de vida e por isso é importante que o professor conheça o universo cultural de cada aluno. Note como Jardini (2003) esclarece, dizendo que:

O “nome” dislexia pode, muitas vezes, rotular a criança, estigmatizando-a como um problema a ser resolvido e, como conseqüência, passa a enfrentar muitas dificuldades, decorrentes desta discriminação. Porém, tudo e qualquer rótulo são fruto da ignorância sobre o tema, falta de informação e interesse em compreender o distúrbio e suas diversas formas de aborda-la. As experiências sobre este tema, por nós vivenciadas, fazem-nos crer que a discriminação sofrida por uma criança disléxica nasce anteriormente a atitude do educador, que se depara com suas limitações para ensinar, do que com as deficiências apresentas pela própria criança.22

Assim sendo é válido ressaltar que a dislexia apesar de ser considerada a “mãe dos distúrbios”, ainda passa despercebida em inúmeros portadores que ainda estão sendo rotulados por educadores e os próprios colegas que não são preparados para conviver com este problema, uma vez que o professor não está apto para receber o disléxico, e também para preparar os colegas para contribuírem com o desenvolvimento do portador do distúrbio.
A dislexia é um dos distúrbios da aprendizagem mais comuns encontrados nas escolas. Muitas vezes, por falta de informação por parte do professor ou a não existência de material adequado para trabalhar. A criança disléxica é chamada de preguiçosa, pouco inteligente e indisciplinada. Crianças disléxicas que receberam tratamento desde cedo superam o distúrbio e passam a se assemelhar àquelas que nunca tiveram problemas de aprendizado. Além disso, apresenta menor dificuldade. Ao aprender a ler, o que evita atrasos na escola, repetição de séries e até mesmo o desgosto pelo conhecimento. O disléxico deve ser motivado sempre para que não perca o interesse pelos estudos. Sempre deve trabalhar a auto-estima deles, pois assim ficará estimulado a trabalhar a dificuldade que nunca servirá de obstáculo. É papel do professor estimular o interesse do aluno para o aprendizado.
A dislexia não deve ser motivo de vergonha para crianças que sofrem dela ou para seus pais. Dislexia não significa falta de inteligência e não é um indicativo de futuras dificuldades acadêmicas e profissionais. Drouet (2006) enfatiza que:

Atualmente, qualquer distúrbio de linguagem apresentado pela criança, é tachado como dislexia, tanto pelos pais como pelos professores. O problema, entretanto, nem sempre está na criança e sim nos processos educacionais – sob a responsabilidade paterna ou nos processos de aprendizagem sob o encargo da escola.23

Cabe aos pais, no entanto, procurarem a escola e, juntamente com os professores, trabalharem de maneira adequada o conteúdo escolar para não desmotivar a criança que possui dislexia. Faz-se necessário dar muita atenção para que a mesma sinta-se valorizada e estimulada para a aprendizagem. A dislexia se define como sendo uma dificuldade na leitura e na escrita. Na atualidade, a definição mais usada é a de que a dislexia é um dos diversos distúrbios de aprendizagem, ela não é considerada uma doença, portanto, não devemos falar em cura. Desde a pré-escola, é preciso que o professor preste atenção em alguns sintomas que a criança pode apresentar como: falta de atenção; não é capaz de brincar com outras crianças; tem atraso no desenvolvimento visual; falta de coordenação motora dificuldade em aprender cantigas rimadas; falta de interesse em materiais impressos entre outros.

Os disléxicos necessitam formar imagens mentais que possam ser utilizadas para pensar. Também é necessário que consigam associar estas imagens, nos planos visual e auditivo, às palavras que estão tentando aprender. Mostrar ao disléxico uma imagem para descrever o sentido de uma palavra poderia parecer um passo na direção certa, mas isto não funciona muito bem.24

A Associação Brasileira de Dislexia tem registros de que cerca de 10 a 15% da população brasileira tem dificuldade na aprendizagem, que é a maior incidência em sala de aula, não se deve à má alfabetização, desatenção, condições sócio-economico ruim ou baixa inteligência, mas por estes apresentarem um quadro disléxico. A dislexia sem causa definida é um problema neurológico, genético e geralmente hereditário; caracteriza-se pela dificuldade acentuada na leitura, escrita, soletração e ortografia. Normalmente diagnosticada durante a alfabetização, ela é responsável por altos índices de repetência e abandono escolar, conforme o que mostra Poppovic (1981):

A fala, a leitura e a escrita não podem ser consideradas como funções autônomas e isoladas, mas sim como manifestações de um mesmo sistema que é o sistema funcional de linguagem. A fala, a leitura e a escrita resultam do harmônico desenvolvimento e da interação das várias funções que servem de base ao sistema funcional da linguagem de início de sua organização.25


Desse modo antes de atribuir a dificuldade de leitura à dislexia, os pais e professores deverão descartar os fatores juntamente com um parecer clinico: imaturidade para aprendizagem; problemas emocionais; métodos defeituosos de aprendizagem; ausência de cultura; incapacidade geral para aprender.
Para fazer um trabalho de qualidade com o aluno portador de dislexia a escola deve ter uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogos, fonoaudiólogo e clínicos, os quais devem iniciar uma minuciosa investigação para diagnosticar o distúrbio e verificar a necessidade do parecer de outros profissionais, como neurologistas, oftalmologistas e outros, conforme o caso.
Para diagnosticar se o aluno é portador da dislexia é necessário descartar alguns fatores muito comuns em sala-de-aula, tais como: dificuldades auditivas e visuais, lesões cerebrais (congênitas ou adquiridas) falta de afetividade, fracasso escolar e a hiperatividade. Depois de descartados todos estes fatores, com a ajuda de profissionais especializados, é necessário conhecer o parecer da escola, dos pais e levantar o histórico familiar e o desenvolvimento do aluno desde sua concepção. Se diagnosticado em tempo o disléxico pode contornar sua dificuldade na leitura e na escrita, mas não deixará de ser disléxico. Procedimentos didáticos adequados possibilitam ao aluno vir a desenvolver todas as suas aptidões, que são múltiplas.
1.4 DISLEXIA E O DESENVOLVIMENTO COGNITIVO
A criança disléxica tem dificuldade de compreender o que está escrito e de escrever o que está pensando. Quando tenta expressar-se no papel o faz de maneira incorreta fazendo com que o leitor não compreenda sua idéias. Veja o que diz Oliveira (1997):

Ao nascer, o ser humano apresenta algumas estruturas já prontas, definidas, como, por exemplo, a cor dos olhos, dos cabelos, o sexo. Outros ainda estão por desenvolver. Neste ultimo caso encontra-se a parte do sistema nervoso, que precisa de condições favoráveis para seu pleno funcionamento e desenvolvimento. Para entendermos o porquê desta dificuldade precisamos primeiro saber se este aluno processa o conhecimento na mesma área cerebral que o aluno não disléxico.26

O cérebro dos disléxicos é normal, constituído pelos neurônios que se comunicam entre si. Divide-se em duas áreas: Esquerda e direito. Nos indivíduos normais, a área esquerda é responsável pela percepção e linguagem; subdividida em sub-áreas distintas: uma processa fonemas, a outra analisa palavras e a última reconhece as palavras. Essas três subdivisões trabalham em conjunto, permitindo que o ser humano aprenda a ler e escrever. A criança só aprende a ler quando reconhece e processa fonemas, memorizando as letras e seus sons. À medida que a criança aprende a ler, outra parte do cérebro começa a se desenvolver com a função de construir uma memória permanente que faz com que a criança reconheça palavras com mais agilidade e sem grande esforço.
O cérebro das crianças disléxicas, devido às falhas nas conexões cerebrais, não funciona desta forma. No processo de leitura, os disléxicos só recorrem na arca cerebral que processa fonemas de sílabas, pois a região cerebral responsável pela análise de palavras permanece inativa. Suas ligações cerebrais não incluem a área responsável pela identificação de palavras e, portanto, a criança disléxica não consegue reconhecer palavras que já tenha lido ou estudado. A leitura se torna um grande esforço para ela, pois toda palavra que ela lê aparenta ser nova e desconhecida.


1.5-DIAGNÓSTICO MULTIDISCIPLINAR
1.5.1 - A AVALIAÇÃO É IMPORTANTE?
A avaliação é muito importante, ela é fundamental para entender o que está acontecendo com o indivíduo que apresenta sintomas de distúrbios de aprendizagem. Além do que, é através da avaliação multidisciplinar que se tem condições de um encaminhamento adequado a cada caso.
Somente um diagnóstico multidisciplinar identificará, com precisão, o que está ocorrendo. As dificuldades entre a leitura e escrita são fatores com maior incidência em sala de aula, mas isso não implica que todos têm as causas em comum. Embora a dislexia seja o maior índice, outros fatores também podem causar os mesmos sintomas: distúrbios psicológicos, neurológicos, oftalmológicos e outros.
A equipe multidisciplinar analisa o indivíduo como um todo, verificando todas as possibilidades. Não se parte da dislexia, mas se chega à dislexia excluindo qualquer outra possibilidade, por outro lado, se um outro for confirmado, o encaminhamento também se dará de modo que avaliado possa ter um acompanhamento adequado. Para que o disléxico possa progredir e ter uma vida estudantil mais prazerosa uma vez que as dificuldades são uma grande barreira na vida destes. Quanto mais cedo for diagnosticado fica mais fácil de trabalhar-se a dislexia.

1.5.2 - O DISLÉXICO PRECISARÁ SEMPRE DE UM SUPORTE/ ACOMPANHAMENTO PROFISSIONAL?
O disléxico sempre será disléxico, não se pode alterar esse fato, mas com acompanhamento adequado, mediante uma avaliação adequada, ele evoluirá de forma consistente em seu acompanhamento. Esse tempo de acompanhamento vai variar de disléxico para disléxico, além do que temos que considerar os diferentes graus de dislexia (leve, moderado e severo). Ele pode variar de dois a cinco anos. Embora esse tempo seja considerado longo para algumas pessoas, desde o principio do acompanhamento do próprio disléxico, como os familiares e a escola poderão notar as mudanças, o que vai ser altamente positivo para sua vida escolar, familiar, social.

Uma observação, se não forem sentidas mudanças significativas no primeiro ano de acompanhamento (vamos considerar um tempo de entrosamento entre profissionais e paciente e ainda de entrosamento com o próprio tratamento), entre em contato com membros da equipe que realizou o diagnóstico. Verifique se o relatório foi redigido adequadamente e se este está sendo considerado para elaborar o plano de acompanhamento.27

Segundo a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), o disléxico deve ter confiança na equipe que irá acompanhar, pois se não houver está interação entre profissional e disléxico o acompanhamento tornará inadequado. Isso é papel da família, escola e profissionais promover esta interação entre os disléxicos e equipe multidisciplinar que o acompanhará, está equipe é formadas por fonoaudiólogo, psicólogo, psicopedagogo e neurologista.

1.5.3-QUAL A IDADE IDEAL PARA SE FAZER UM DIAGNOSTICO?

Qualquer idade se faz diagnóstico. Sendo adulto, jovem ou criança, os testes serão adequados a cada faixa etária. É certo que antes do ano de alfabetização poderá ocorrer um “quadro de risco”, ou seja, não pode ser confirmada a dislexia, mas também não se descarta outro fator. Pode-se sugerir um acompanhamento e fazer uma observação mais cuidadosa, até podermos diagnosticar com mais precisão após a alfabetização.

1.6– DISLEXIA: DIFICULDADE OU DOM

Da mesma forma que o lado negativo da dislexia apresenta as mesmas dificuldades, o dom da dislexia também é diferente para cada pessoa. Entretanto, existem características gerais que todos os disléxicos possuem em comum. Ser disléxico não significa que não aprende a ler e escrever é somente uma dificuldade que poderá ser trabalhada e superada. O disléxico não terá habilidade na leitura e escrita, mas poderá desenvolver em outras áreas, como grandes personalidades se desenvolveram e mostraram suas capacidades.
Alguns Disléxicos Famosos
Inventores / cientistas
- Albert Einstein,
- Thomas Edison,
- Alexander Granham Bell
- Charles Darwin
Artistas / Escritores
- Leonardo da Vinci
- Pablo Picasso
- Vincent Van Gogh
- Walt Disney
- Hans Christian Andersen
- Agatha Christie
Políticos / Estrategistas
- Winston Churchill,
- John F. Kennedy,
- Nelson Rockfeller
- General George Patton
Todas estas pessoas superaram as dificuldades e sobressaíram muitos bem na vida profissional. Davis (2004) afirma que:

O dom da dislexia é o dom do domínio. Quando alguém dominou alguma coisa, ele a aprendeu tão bem que ele pode fazê-lo sem pensar sobre o que esta fazendo. Dominar algo é realmente aprender algo. Se o processo de aprendizagem é o mesmo, então quando alguém dominou alguma coisa, esta pessoa criou conhecimento necessário para fazer aquela coisa.28

Segundo o autor, ter dislexia não significa ser incapaz de aprender alguma coisa. Ele tem a mesma capacidade que outra pessoa normal pode ter. O pouco conhecimento dentro das escolas e das famílias pode prejudicar a criança. Os professores muitas vezes julgam o aluno e podem até ridicularizá-lo diante dos outros colegas, por exemplo, quando pedem para que leiam em voz alta na classe. Isto causará um bloqueio desestimulado, quando vive uma circunstância dessa.

Um comentário:

Anônimo disse...

onde esta o referencial teorico ,pois vc so colocou os numeros das notas de rodape,mas nao os escritores